quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A beldade americana



Megan Fox posou para a edição de outubro da revista Rolling Stone onde é apresentada como “a menina má mais sexy dos Estados Unidos”. A atriz aproveitou também a ocasião para fazer mais uma revelação bombástica.

Na entrevista que acompanha as fotografias, Megan Fox contou que costuma automutilar-se. “Não gostaria de comentar muito mais. Jamais diria que faço disso um hábito. As meninas passam por diferentes fases enquanto estão a crescer. Algumas tem distúrbios alimentares, outras acabam por automutilar-se”, explicou.

A beldade participou de várias séries de tevê nos Estados Unidos, incluindo What I Like About You e Two and a Half Men (ambas exibidas pela Warner Chanel) mas ela ficou conhecida internacionalmente após interpretar a personagem Mikaela Banes, no filme Transformers, de 2007.

A capa da revista em destaque é da edição europeia. A edição brasileira dá outro destaque de, mas a matéria encontra-se no interior da revista.

Promoção: Mas o que também chamou a atenção foi o disco que a belezinha está segurando na foto. E agora, você sabe qual é esse disco? A ART ROCK sabe. Escreva seu palpite nos comentários.
O primeiro que responder corretamente ganha um CD, à sua escolha, da ART ROCK . Participe!


Promoção encerrada. Ler nos comentários.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Exposição revive anos 60’s com Beatles


“Uma imagem vale mais do que mil palavras”. Esta frase é um baita clichê, mas por mais “batida” que seja, ela reflete bem a essência de um fato.

Por mais precisa que seja uma descrição no texto, a fotografia diz por si só. São linguagens diferentes, em que ambas podem proporcionar narrativas ao longo o tempo. Tudo que uma boa narrativa (textual) tem, uma narrativa iconográfica também pode ter. Personagens, tempo, ambiente, discursos, etc. são componentes elementares do texto. O momento, o foco, o enquadramento, a sensibilidade, a percepção são elementos imprescindíveis da fotografia.

Deve ser com um pouco disso tudo que a exposição Beatle to Bowie: The 60’s Exposed inaugurada nesta semana (14/10/09), no National Portrait Gallery, em Londres, vai retratar.

Este é o típico evento onde saudosistas ficam satisfeitíssimos, pois podem rever os momentos marcantes de toda a década de 1960 narrada por centenas de fotos ao longo desse período da história sob a óptica do rock’n’roll e do comportamento da juventude da época.

Embora os Beatles sejam os mais focados nessa exposição (as fotos vão mostrar a evolução da banda, os diferentes figurinos, estilos, etc.) bandas como o The Who, Shadows, Rolling Stones, Pink Floyd , e figuras como David Bowie e Cilla Black ( esta foi a segunda maior estrela a emergir do cenário de Liverpool depois dos Beatles), entre outros, também estão registradas.

Algumas fotos que compõem as exposição você confere aqui, no ART ROCK MAGAZINE.













Em sentido horário: 1º Shadows (1961), 2º David Bowie (1966), 3º The Who (1962), 4º The Beatles (1963), 5ª Cilla Black (1965)


Mais informações confira no link (em inglês):


sábado, 10 de outubro de 2009

Rock: a inveja americana


Não tem nada mais antiamericano do que essa foto dos Beatles com a bandeira americana ao fundo. Os Beatles provocaram uma celeuma na indústria fonográfica americana, e as gravadoras batiam cabeça para encontrar uma forma dessa indústria reagir frente à Inglaterra.

Não foram só os Beatles, a Inglaterra despertava para um mundo sedento por rock’n’roll. Elvis, até então, tinha sido a grande figura americana mundo afora. Mas já com a entrada dos Beatles à cena musical, (não que Elvis tenha perdido prestígio) os olhos do mundo se voltaram para Liverpool.

Ainda, antes, The Who já mostrava as garras numa bateria ácida de Keith Moon. Mas a Inglaterra reservava nomes que explodiriam na cena roqueira. Em 1964 os Rolling Stones davam largada a uma gigantesca carreira. O Pink Floyd não foi diferente, inaugurando um som lisérgico pouco sentido até então. Ainda nessa mesma época, David Bowie já percorria seus caminhos em busca de Ziggy Stardust. Em 1968, o Deep Purple começou a infernizar com seu hard rock cadente e pulsante. Na mesma época, Black Sabbath deu início a um tipo de riff que, até hoje, é característico da banda.

Fora o que cada uma dessas bandas fez individualmente ainda na década de 1960, destaca-se o álbum Sargent Pepers, dos Beatles, que foi uma espécie de divisor de águas na área musical.

A Grã-Bretanha ainda reservava mais um nome que iria proporcionar ao mundo momentos de delírio mágico, e que hoje a saudade bate forte nos corações de qualquer roqueiro que tenha algo em torno de 50 anos: O Led Zeppelin! Precisa mais.

Os americanos ainda foram mesquinhos ao editarem as capas dos discos dos Beatles e dos Rolling Stones diferentes das publicadas originalmente na Grã-Bretanha.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Manfred Mann e suas múltiplas formações


Manfred Mann foi uma banda inglesa formada por Mike Vickers, guitarra; Dave Richmond, baixo; e Paul Jones, vocal. Originalmente, classificam-se como uma banda de rhythm and blues.

Foi fundada na Grã-Bretanha, em 1962, pelo próprio Manfred Mann, natural de Joanesburgo, África do Sul. Com Manfred Mann (nos teclados) estava o seu amigo Mike Hugg (na bateria). O vocalista era Paul Jones (que se tornaria mais tarde num ator de sucesso. Os outros membros foram Tom McGuinness (baixo) e Mike Vickers (flauta, sax, guitarra).

O seus primeiros ‘hits’ foram "Do Wah Diddy Diddy" (um original dos Exciters) e "Pretty Flamingo". Jones saiu em 1966 e foi substituído por Mike D'Abo, mas o grupo manteve a senda de sucessos (caso raro quando ocorre mudança de vocalista) de que se salienta, em 1968 uma versão de "Mighty Quinn" de Bob Dylan. Outros temas de Dylan gravados pelo grupo foram: "Just Like A Woman" (1966) e "If You Got To Go - Go Now". Outro popular tema do grupo foi: "Ha! Ha! Said the clown", de 1967.

O nome dos Manfred Mann encontra-se associado a uma das inovações técnicas da música pop-rock: o sintetizador. No Verão de 1968, Mick Vikers (então nos Manfred Mann) estava nos estúdios Abbey Road quando este fora equipado pela primeira vez com um "moog", e trabalhou na sua afinação para o álbum homónimo dos Beatles. Este grupo esteve no Festival de Vilar de Mouros em 1971. O grupo separou-se em 1969. Mann e Hugg formaram então um grupo de jazz-rock, o Chapter Three, que não teve grande sucesso. O nome significava que este era o "terceiro capítulo" das formações de Manfred Mann, diferindo as duas primeiras apenas no vocalista. O grupo gravou os álbuns “Chapter Three” (lançado em Dezembro de 1969) e “Chapter Three – volume 2” (lançado em 1970).

Manfred Mann's Earth Band
Em 1971, juntamente com Mick Rogers (guitarras e vocais) Chris Slade (bateria) e Colin Pattenden (baixo) formaram o Manfred Mann's Earth Band. A nova banda iniciou a sua atividade com uma versão de "Please Mrs Henry", mais um original de Bob Dylan, mas sem grande sucesso; seguiu-se "Living without you" (escrita por Randy Newman). O primeiro LP, com a mesma designação da banda, incluindo as duas referidas canções, só surgiu em 1972. Também de 1972 é o álbum "Glorified Magnified", que incluía nova versão de um outro êxito de Dylan: "It's All Over Now Baby Blue". No entanto, só em 1973, com o álbum "Messin’", é que a banda voltou novamente a retomar o caminho do sucesso.

Existe uma biografia muito completa das formações de Manfred Mann, "Mannerisms: The Five Phases of Manfred Mann", de Greg Russo. Os Manfred Mann's Earth Band continuam atualmente em atividade, com espectáculos ao vivo, mas nos últimos anos apenas têm sido lançadas complilações das suas gravações.


Discografia
The Five Faces Of Manfred Mann 1964
Mann Made 1965
Mann Made Hits 1966
As Is 1966
Soul Of Mann 1967
Up The Junction (B.O.F.) 1968
What A Mann 1968
Mighty Garvey! 1968
Chapter III vol 1 1969
Chapter III vol 2 1970
Manfred Mann's Earthband 1971
Glorified Magnified - 1972
Messin 1973
Solar Fire 1973
The Good Earth 1974
Nightingales and Bombers 1975
The Roaring Silence 1976
Wired 1977
Watch 1978
Angel Station 1979
Chance 1981
Somewhere in Afrika 1982-83
Live in Budapest 1984
Criminal Tango 1986
Masque 1987
Plains Music 1991
Soft Vengeance 1997
Mann Alive 1998


Compilações
20 Years of Manfred Mann's Earthband 1990
Spotlight 1992
The very best of Manfred Mann Vol 1 et 2 1993
The very best of Manfred Mann 1994
The best of Manfred Mann 1996
The very best of Manfred Mann's Earthband Re-mastered vol 1 1999
The very best of Manfred Mann's Earthband Re-mastered vol 2 2000
The evolution of Manfred Mann 2003
Blindin 2000
Odds & Sods - Mis-Takes & Out-Takes 2005 (4cd versions différentes, raretés)
5-4-3-2-1 1998
Live 1999
Maximum Manfreds 2000 Uncovered 2003

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Drogas, o obstáculo do FREE

O Free foi uma banda de rock britânica formada em 1968 por Paul Kossof (guitarra), Paul Rodgers (vocais), Simon Kirke (bateria) e Andy Freser (baixo).

Seu som tem raízes fincadas no mais puro blues/rock
britânico típico do final da década de 1960. Apesar de dois bons discos de estreia, Tons of Sobs (1968) e Free (disponíveis na ART ROCK), foi com o terceiro álbum, Fire & Water (19701), que conseguiram o sucesso, emplacando várias canções nas paradas britânicas. Nessa mesma época, fizeram uma apresentação marcante no "Festivam da Ilha de Wight". A superexposição levou o grupo à dissolução em 1971. Após algumas tentativas de seguirem outros projetos, seus integrantes retornaram com a formação original e lançaram o álbum Free at Last (disponível na ART ROCK), para, logo em seguida, separarem-se definitivamente em 1973. Existem várias compilações com shows e músicas do Free lançadas após sua dissolução.

Com o fim da banda o vocalista Paul Rodgers formou o Bad Company
, tendo uma carreira de muito sucesso. O venerado guitarrista Paul Kossoff morreu de um ataque cardíaco devido ao abuso de drogas, em 1976. Rodger eventualmente formaria outras bandas: The Firm e The Law.

História da Banda
Paul Kossoff e Simon Kirke tornaram-se amigos na banda Black Cat Bones. Kossoff viu Paul Rodgers cantando com a banda Brown Sugar no clube "Fickle Picle", em Londres
e ficou impressionado, pedindo para participar da apresentação. Mais tarde, junto com Kirke e Andy Fraser (que aos 15 anos já tinha tocado com John Mayall & the Bluebreakers, formariam o Free.

Com o lançamento do disco Tons of Sobs
em 1969, considerada uma das bandas mais marcantes do movimento do blues britanico do final dos anos 60, embora esse seja o único álbum da banda que possa ser considerado estritamente blues-rock. O próximo lançamento, Free, de 1969, mostra uma grande mudança no perfil, passando para o lado do hard rock. A voz de Paul Rodgers tem grande impacto, e muitos críticos passam a referir-se a ele como "A Voz".

Diferentemente dos dois primeiros discos, Fire and Water, lançado em 1970, é um grande sucesso na Inglaterra
e nos Estados Unidos, principalmente devido ao hit All Right Now.

O álbum seguinte, Highway (disponível na ART ROCK), apesar de bem recebido pela crítica, não vende bem, o que foi atribuito ao menos em parte à escolha infeliz da capa, que não parecia ter o nome da banda escrito em lugar algum (somente olhando muito atentamente podia-se descobrir que os rostos dos integrantes da banda eram construidos com as letras "F", "R", "E", "E"). Um crítico musical da época teria inclusive dito a seguinte frase: "Boa banda essa 'Highway', eles soam igualzinho o Free".

Em abril
de 1971, devido a diferenças entre o vocalista Paul Rodgers e o baixista Andy Fraser, os problemas com as drogas do guitarrista Paul Kossoff e vendas inconsistentes dos discos, a banda desintegrou-se, obrigando a gravadora a lançar o álbum ao vivo Free Live! (disponínel na ART ROCK). No início de 1972, a banda deixou as diferenças de lado e reformou-se, em um esforço para salvar Kossoff do seu crescente problema com drogas, e em junho do mesmo ano lancaram Free at Last (disponível na ART ROCK).

No entanto, os problemas continuaram. O baixista Andy Fraser deixou a banda em meados de 1972, devido a incapacidade de Kossoff atuar no palco. A banda então recrutou o baixista japonês Tetsu Yamauchi
e o tecladista John "Rabbit" Bundrick, que já havia tocado com Kossoff e Kirke quando da primeira ruptura do Free. Eles então gravaram o último disco da banda, Heartbreaker (disponível na ART ROCK).

O Free desmantelou-se definitivamente em 1973. Paul Rodgers e Simon Kirke formaram o Bad Company
no mesmo ano; Andy Fraser formou a banda Sharks e Andy Fraser Band, e Paul Kossoff formou a banda Back Street Crawler.

1976, o fim de Kossof
Com Kossoff em melhor estado de saúde em 1975, Paul Rodgers e Simon Kirke convidaram-no a participar em duas apresentações do Bad Company, e uma turnê britânica foi programada para começar em 1976, com os Back Street Crawlers e Bad Company, para apoiar o segundo disco da banda de Kossoff. Porém, mais uma vez as drogas voltaram a afetar a saúde do guitarrista. Paul Kossoff acabou morrendo aos 25 anos de idade em um vôo de Los Angeles
para Nova York, em 19 de março de 1976, por problemas de saúde decorrentes do abuso de drogas.


Integrantes do Free
Paul Rodgers - vocais e piano (1968-1971, 1972-1973)
Paul Kossoff - guitarra (1968-1971, 1972-1973)
Andy Fraser - baixo (1968-1971, 1972)
Simon Kirke - bateria (1968-1971, 1972-1973)
John "Rabbit" Bundrick - teclado (1972-1973)
Tetsu Yamauchi - baixo (1972-1973)
Wendell Richardson - guitarra (1973)

Discografia da Banda
Tons of Sobs (1968)
Free (1969)
Fire and Water (1970)
Highway (1970)
Free Live! (1971) (ao vivo)
Free at Last (1972)
Heartbreaker (1973)




quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As máscaras da grandeza

Desde o começo da banda, o KISS sempre foi polêmico. Ainda em meados dos anos 70, a banda aparecia para um público curioso, meio que hipnotizado pela maquiagem dos integrantes e os pulos que Genne Simmons dava no palco, mesmo usando aquelas botas com saltos estratosféricos.

Com um visual diferente e inovador, a banda iniciava uma carreira vencedora. Quanto ao visual dos KISS, não podemos deixar de lado os Secos & Molhados. A banda brasileira já usava esse tipo de maquiagem. Há boatos que afirmam que os Secos & Molhados foram copiados pelo KISS. Não acredito nisso. Tem muita lenda nisso tudo.

O KISS causa até hoje efervescentes debates sobre sua musicalidade, sua performance, seu estilo, etc. Muitos acham que a banda produz um som primário, simples demais, outros consideram a banda o máximo. Seja lá como for, o KISS é uma das maiores bandas do mundo. Não importa se você acha a banda uma bosta, o fato é que o KISS tem milhões de fãs no mundo inteiro! É uma banda de sucesso, e não há dúvida de que ela está para o rock’n’roll assim como o Pelé está para o futebol.

Antes de ser KISS, a banda (ou melhor, a dupla) passou por outros momentos. Momentos difíceis. Uma prova do esforço e da determinação de Simmons e Stanley.

No início, o grupo era chamado Rainbow e era formado pelo baixista Gene Klein (Gene Simmons) e pelo guitarrista Stanley Eisen (Paul Stanley). Em 1971 mudaram o nome da banda de Raimbow para Wicked Lester, nesse mesmo ano eles gravaram um álbum que nunca foi produzido. A Epic Records rejeitou o disco do grupo. Até aqui, a banda, totalmente desconhecida, se apresentava em bares, pubs... assim como qualquer banda em início de carreira.

Nessa época, o mundo do rock ainda chorava o fim dos Beatles e, por outro lado, comemorava a maior surpresa até então, o Led Zeppelin. Além disso, os Rolling Stones entraram nos anos 70 com uma nova pegada, um pouco diferente dos discos da década passada, como Stick Finger, It’s only Rock’n’ Roll... O KISS apareceu para o público dentro desse contexto, ou seja, uma fase de ouro para o rock. E somente se a banda fosse muito boa é que ganharia espaço tanto da mídia como a atenção das pessoas. A concorrência não era fácil, pois a grandes bandas estavam nas suas melhores fases. Um detalhe importante é que o KISS é de Nova York e as bandas que faziam sucesso na época eram quase todas inglesas. Essa análise também serve para o Grand Funk Railroad; produtores americanos precisavam dar uma resposta à indústria fonográfica europeia e o KISS se valeu também disso. No entanto, nem tudo foram flores. Parte da mídia americana ridicularizava a banda e as canções. Alguns chegaram a dizer que o KISS não passaria do primeiro álbum... (Quanto ao Grand Funk, é preciso dizer que a banda foi formada num “laboratório”, coisa de produtor, de gravadora. A sorte é que Mark Farner e cia eram bons e aproveitaram a oportunidades que tiveram. Falaremos mais sobre o Grand Funk em outra oportunidade).


Voltando ao KISS. Para formar o grupo, Simmons e Stanley publicaram em jornais a núncios para recrutar mais músicos, um baterista e outro guitarrista. Um rapaz, bem apresentado, com um ar meio contido respondeu ao anúncio e se apresentou para a tal entrevista. Simmons perguntou a ele: "Se num show a gente lhe pedir para ir fantasiado de mulher, você vai?". Diante da afirmativa, o rapaz que atendia pelo nome de Peter Criss, passou a fazer, à partir daí, parte da banda.



Por outro lado, num dia agendado para testes, um certo maluco surgiu todo fudido furando a fila que era formada pelos candidatos. Simmons até achou que o tal sujeito fosse um mendigo, mas o cara segurava uma uma guitarra. Então o fizeram ir para o final da fila. Mas quando chegou a sua vez, o sujeito impressionou tanto a todos que logo foi assegurado na banda. O nome do maluco era Ace Frehley. A banda estava finalmente completa, e com músicos de qualidade. O nome “KISS” sugiu de um concurso que aconteceu em Nova York e passou a ser utilizado pela banda. Comenta-se que o New York Dolls e Alice Cooper também influenciaram o KISS, principalmente quanto ao figurino a a postura no palco. Para definir o figurino da banda, mesclaram elementos de super-heróis em quadrinhos com personagens do teatro japonês. Usando botas com saltos enormes que davam um ar de super heróis titânicos ao grupo e se tornariam então: "The Starchild" (Paul Stanley), "The Demon" (Gene Simmons), "Space Man" (Ace Frehley) e "The Catman" (Peter Criss).

Os primeiros concertos do KISS já com o novo visual e trajados a seu modo, ocorreram no "New York Coventry Club", cujo cachê correspondeu a U$ 35,00 (!) por noite. Continuaram fazendo shows pelas noites de Nova York, tocando músicas próprias, quando em 1973 foram descobertos por Bil Aucoin e no mesmo ano assinaram contrato com a recém-inaugurada Casablanca Records. O KISS nunca deixou essa gravadora, talvez por pura gratidão.

Em 1974, eles lançariam o primeiro álbum, homônimo e sem grandes repercussões. No mesmo ano, lançaram Hotter Than Hell, um disco mais pessaado e uma sonoridade mais agrassiva, mas que também não chegou a fazer muito barulho.


Em fevereiro de 1975, lançaram Dressed To Kill, disco que continha composições da época do Wicked Lester (Love Her All I Can e She), e foi neste disco que gravaram o clássico Rock And Roll All Nite . Dressed to Kill é mais um álbum em que a capa se tornou curiosa. Na foto aparecem os integrantes, devidamente maquiados, vestidos de terno, e o terno de Gene Simmons é mais curto do que deveria, porque a roupa que Gene vestia era do próprio dono da Casablanca Records. Isso devido ao fato de que mesmo diante de toda a produção, a banda ainda não tinha dinheiro suficiente para viver. Todos os demais ternos utilizados na foto foram emprestados por amigos ou parentes. Era o começo do estrelato de uma das maiores bandas de todos os tempos.

O KISS já recebeu 24 Discos de Ouro e vendeu mais de 150 milhões de discos em todo o mundo. Nos Estados Unidos, um disco de ouro equivale a um mínimo de 500 mil cópias vendidas. Por disco, é claro.


Discografia







Álbuns
• Kiss
• Hotter Than Hell
• Dressed to Kill
• Destroyer
• Rock and Roll Over
• Love Gun
• Paul Stanley (solo)
• Gene Simmons (solo)
• Ace Frehley (solo)
• Peter Criss (solo)
• Dynasty
• Unmasked
• Music From "The Elder"
• Creatures of the Night
• Lick It Up
• Animalize
• Asylum
• Crazy Nights
• Hot In The Shade
• Revenge
• Carnival Of Souls: The Final Sessions
• Psycho Circus
• Sonic Boom

Álbuns Ao Vivo
• Alive!
• Alive II
• Alive III
• Kiss Unplugged
• You Wanted the Best, You Got the Best!!
• Kiss Symphony: Alive IV